Chegou a hora! Depois de 64 anos a Copa do Mundo volta a ser disputada no Brasil; junto com o futebol – grande paixão dos brasileiros – o evento traz inovações tecnológicas que chamam atenção.
Os estádios instalaram câmeras de alta definição para monitorar os eventos e inclusive acompanhar tudo o que acontece nas arquibancadas. Essas câmeras são capazes de identificar uma pessoa na multidão e até acompanhá-la em tempo real.
Outro grande desafio tecnológico que vai ser colocado à prova nos estádios da Copa é a cobertura Wi-Fi. Ela será decisiva, já que as redes 3G e 4G provavelmente não devem dar conta do recado. Segundo este especialista, para oferecer conexão estável e satisfatória para tanta gente ao mesmo tempo, seria necessário uma banda de pelo menos UM GIGA.
Atrasadas, as operadoras de telefonia móvel estão correndo para que tudo funcione bem nos dias de jogos. Mas, o mais provável é que o serviço vá deixar a desejar em vários lugares.
Nesta Copa, a tecnologia também vai trabalhar a favor dos juízes. Sete câmeras de alta definição instaladas em pontos estratégicos vão registrar toda a trajetória da bola em cada um dos gols. As imagens das 14 câmeras são analisadas em tempo real por computadores que processam tudo o que é filmado. Cada uma das câmeras grava 500 imagens por segundo. Ou seja, cada gol vai usar 3.500 imagens por segundo para decretar se a bola entrou ou não.
Quando a bola cruza a linha do gol, o juiz recebe um aviso em um relógio de pulso; tudo em apenas um segundo e com uma precisão capaz de perceber mudanças milimétricas na posição da bola. Ou seja, nessa Copa, não corremos o risco de gols legítimos não serem computados, como aconteceu na edição passada.
Os uniformes e chuteiras também trazem inovações que transitam entre alta tecnologia e sustentabilidade. Cada camisa da seleção brasileira, por exemplo, é feita a partir de 18 garrafas plásticas recicladas e pesa apenas 130 gramas.
O tecido especial também oferece mais conforto e performance ao atleta. Independente do suor ou da temperatura corporal, a camisa mantém seu peso. Com as chuteiras é a mesma coisa; o último modelo levou quatro anos para ficar pronta; foram 150 protótipos antes do produto final. E além do couro Premium, a chuteira mais moderna trouxe a tecnologia dos tênis de corrida para dentro do gramado.
Outro detalhe desta “Copa da Tecnologia” é o projeto do exoesqueleto. Trata-se de uma armadura robótica. Todos os movimentos do exoesqueleto são controlados por meio de uma interface cérebro-máquina. A atividade elétrica do cérebro é captada por uma touca de eletrodos e enviada para um computador acoplado ao robô, que controla os movimentos do exoesqueleto. Com todo esse aparato, dá até para bater uma bolinha.
Essa será, também, a Copa do streaming de vídeo. Muita gente vai assistir ou rever lances pela internet, em vez da TV tradicional. Claro que isso vai exigir muito das conexões. É esperar para ver se elas vão dar conta.
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