sábado, 14 de junho de 2014

Testamos as câmeras de 5 smartphones de ponta.


Começamos experimentando o Galaxy S5, da Samsung. Com 16 megapixels de resolução, a câmera do smartphone se destaca pela qualidade do seu HDR com pré-visualização em tempo real, pela velocidade do foco automático e pela possibilidade de definir seu ponto de foco com precisão com apenas um toque na tela, dando mais profundidade de campo às imagens capturadas.

"Ele tem configurações bem rápidas de se encontrar e algumas coisas que nem todos os amadores em fotografia encontram com facilidade. Nas configurações do S5 dá para fazer os ajustes de foco seletivo, tipo de foco e escolher qual o tipo de fotometria deve ser utilizado, como pontual ou matricial. Isso é algo que pouca gente conhece. Dá para escolher onde realmente qual ponto de luz é o mais importante na foto", avalia a fotógrafa Claudia Chedid.

Interessante é que como uma fotógrafa acostumada a câmeras profissionais, duas das principais características da câmera do Galaxy S5 não agradaram muito nossa convidada.
Em seguida fomos visitar a Dona Girafa e testar os incríveis 41 megapixels do Lumia 1020, da Nokia. A empresa afirma que a minúscula lente de 6 elementos ópticos garante qualidade equivalente a câmeras profissionais. Os 41 megapixels também permitem um zoom de alta resolução de até três vezes. Mas fora isso, na tela do smartphone é difícil perceber essa grande diferença de megapixels. "Na tela não dá para perceber isso. Eu trabalho com fotografia há muito tempo e não consigo perceber. É possível sentir a diferença somente quando vou imprimir a imagem", revela a fotógrafa.

O que mais chamou a atenção da Claudia no Lumia 1020 foram os ajustes manuais da câmera – mais uma vez, aproximando o modelo de uma câmera profissional – com ajustes de foco, velocidade do obturador, balanço de branco e muito mais.
Para fotografar o lago e os macaquinhos, a Cláudia escolheu o Sony Xperia Z1, que também surpreende pelos 20.7 megapixels. A tecnologia da marca japonesa afirma que a câmera dos seus smartphones mais modernos capturam imagens com maior nitidez, clareza e brilho. Aliás, a própria tela do Z1 deixou a Claudia encantada com o aparelho.

"Parece que tem mais nitidez, os contrastes são muito bem definidos. Essa é uma vantagem  enorme da Sony. Visualmente me agrada muito. Eles trabalham muito bem com a saturação e com o contraste", detalha.

Assim como o Lumia 1020 – provavelmente pelo grande tamanho do sensor de captura – o modelo da Sony também oferece zoom de até três vezes sem perda de qualidade. Ainda assim, o controle de aproximação foi o que desagradou a fotógrafa.

"Eu acho que o zoom está rapido demais. Ele perde um espaço, parece que estou perdendo uma área. Eu quero focar em um ponto exato e ele não deixa. Fica mais difícil fazer um ajuste afinado", conta.

O único modelo que decepcionou nossa convidada foi o G2, da LG. A qualidade é equivalente ao outros aparelhos, com 13 megapixels de resolução, mas – para ela – o acesso aos recursos mais básicos na hora de clicar ficam meio escondidos demais.

"Ele tem recursos básicos que quase todos os aparelhos têm como balanço de branco e ISO, mas é preciso ir nas configurações para encontrar. Não há nenhum atalho rápido para acessar as funções", define.
Por outro lado, mesmo sendo uma usuária do smartphone da Apple, a Claudia acha que os iPhones, sim, poderiam trazer um pouco mais de opções e configurações para o usuário. Por enquanto, só o HDR e foto panorâmica.

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