Telefones inteligentes ou supercâmeras com telefones embarcados? A qualidade das câmeras dos smartphones surpreende a cada novo modelo no mercado. Hoje já é possível compará-las com câmeras compactas e – dependendo do smartphone – até com câmeras profissionais. A ideia não era compará-las entre si, mas fomos experimentar o que há de mais moderno. Convidamos a fotógrafa Claudia e a Manu, sua filhinha, para testar e avaliar essas supercâmeras com a gente no Zoológico de São Paulo.
"Ele tem configurações bem rápidas de se encontrar e algumas coisas que nem todos os amadores em fotografia encontram com facilidade. Nas configurações do S5 dá para fazer os ajustes de foco seletivo, tipo de foco e escolher qual o tipo de fotometria deve ser utilizado, como pontual ou matricial. Isso é algo que pouca gente conhece. Dá para escolher onde realmente qual ponto de luz é o mais importante na foto", avalia a fotógrafa Claudia Chedid.
Interessante é que como uma fotógrafa acostumada a câmeras profissionais, duas das principais características da câmera do Galaxy S5 não agradaram muito nossa convidada.
"Eu não uso muito HDR, gosto de tratar as fotos depois com filtros. Prefiro captar a imagem bruta e depois posso escolher o tipo do filtro e aplicativo a utilizar", explica.
E, pelo jeito, ela também não se adaptou à velocidade extrema de foco e captura da câmera.
"Ele rápido demais e, após selecionar o foco, o aparelho clica rapidamente. Eu prefiro esperar um pouco antes de fotografar", afirma.
"Ele rápido demais e, após selecionar o foco, o aparelho clica rapidamente. Eu prefiro esperar um pouco antes de fotografar", afirma.
Em seguida fomos visitar a Dona Girafa e testar os incríveis 41 megapixels do Lumia 1020, da Nokia. A empresa afirma que a minúscula lente de 6 elementos ópticos garante qualidade equivalente a câmeras profissionais. Os 41 megapixels também permitem um zoom de alta resolução de até três vezes. Mas fora isso, na tela do smartphone é difícil perceber essa grande diferença de megapixels. "Na tela não dá para perceber isso. Eu trabalho com fotografia há muito tempo e não consigo perceber. É possível sentir a diferença somente quando vou imprimir a imagem", revela a fotógrafa.
O que mais chamou a atenção da Claudia no Lumia 1020 foram os ajustes manuais da câmera – mais uma vez, aproximando o modelo de uma câmera profissional – com ajustes de foco, velocidade do obturador, balanço de branco e muito mais.
O que mais chamou a atenção da Claudia no Lumia 1020 foram os ajustes manuais da câmera – mais uma vez, aproximando o modelo de uma câmera profissional – com ajustes de foco, velocidade do obturador, balanço de branco e muito mais.
"Dá para aprender os controles de obturador, ISO e diafragma só de mexer no celular. A única coisa que eu não consigo encontrar fácil é a compensação na hora em que eu altero os dados. O objetivo de controlar o ISO e o obturador é criar o efeito de 'borradona' na imagem", elogia.
Para fotografar o lago e os macaquinhos, a Cláudia escolheu o Sony Xperia Z1, que também surpreende pelos 20.7 megapixels. A tecnologia da marca japonesa afirma que a câmera dos seus smartphones mais modernos capturam imagens com maior nitidez, clareza e brilho. Aliás, a própria tela do Z1 deixou a Claudia encantada com o aparelho.
"Parece que tem mais nitidez, os contrastes são muito bem definidos. Essa é uma vantagem enorme da Sony. Visualmente me agrada muito. Eles trabalham muito bem com a saturação e com o contraste", detalha.
Assim como o Lumia 1020 – provavelmente pelo grande tamanho do sensor de captura – o modelo da Sony também oferece zoom de até três vezes sem perda de qualidade. Ainda assim, o controle de aproximação foi o que desagradou a fotógrafa.
"Eu acho que o zoom está rapido demais. Ele perde um espaço, parece que estou perdendo uma área. Eu quero focar em um ponto exato e ele não deixa. Fica mais difícil fazer um ajuste afinado", conta.
O único modelo que decepcionou nossa convidada foi o G2, da LG. A qualidade é equivalente ao outros aparelhos, com 13 megapixels de resolução, mas – para ela – o acesso aos recursos mais básicos na hora de clicar ficam meio escondidos demais.
"Ele tem recursos básicos que quase todos os aparelhos têm como balanço de branco e ISO, mas é preciso ir nas configurações para encontrar. Não há nenhum atalho rápido para acessar as funções", define.
"Parece que tem mais nitidez, os contrastes são muito bem definidos. Essa é uma vantagem enorme da Sony. Visualmente me agrada muito. Eles trabalham muito bem com a saturação e com o contraste", detalha.
Assim como o Lumia 1020 – provavelmente pelo grande tamanho do sensor de captura – o modelo da Sony também oferece zoom de até três vezes sem perda de qualidade. Ainda assim, o controle de aproximação foi o que desagradou a fotógrafa.
"Eu acho que o zoom está rapido demais. Ele perde um espaço, parece que estou perdendo uma área. Eu quero focar em um ponto exato e ele não deixa. Fica mais difícil fazer um ajuste afinado", conta.
O único modelo que decepcionou nossa convidada foi o G2, da LG. A qualidade é equivalente ao outros aparelhos, com 13 megapixels de resolução, mas – para ela – o acesso aos recursos mais básicos na hora de clicar ficam meio escondidos demais.
"Ele tem recursos básicos que quase todos os aparelhos têm como balanço de branco e ISO, mas é preciso ir nas configurações para encontrar. Não há nenhum atalho rápido para acessar as funções", define.
Ainda assim, o LG G2 também tem as principais funções presentes nos outros modelos: função HDR, foco manual e automático, zoom digital, reconhecimento facial, timer e uma série de cenas pré-definidas para deixar suas fotos mais fieis ao que se vê.
O último teste foi com o iPhone 5S, que apesar de trazer uma câmera com apenas oito megapixels, faz imagens impressionantes graças à qualidade da sua lente de cristal com cinco elementos ópticos. Com um sensor maior do que seu antecessor, o 5S capta 33% mais luz e apresenta ótimos resultados mesmo em baixas luz. E ainda assim, com menos ruído. O aplicativo da câmera do iPhone é das mais simples, mas os pixels menores e a grande abertura da objetiva garantem a qualidade.
"A objetiva dele é maravilhosa. Isso faz toda a diferença. O iPhone é muito prático, tudo o que é preciso para trabalhar é encontrado rápido. Para quem precisa fotografar é só selecionar foto, se quiser dá para trabalhar com fotos quadradas ou panorâmicas e vídeo. Dá para fazer tudo junto. O aparelho tem muita agilidade", diz.
"A objetiva dele é maravilhosa. Isso faz toda a diferença. O iPhone é muito prático, tudo o que é preciso para trabalhar é encontrado rápido. Para quem precisa fotografar é só selecionar foto, se quiser dá para trabalhar com fotos quadradas ou panorâmicas e vídeo. Dá para fazer tudo junto. O aparelho tem muita agilidade", diz.
Por outro lado, mesmo sendo uma usuária do smartphone da Apple, a Claudia acha que os iPhones, sim, poderiam trazer um pouco mais de opções e configurações para o usuário. Por enquanto, só o HDR e foto panorâmica.
No final do passeio, a conclusão é que as câmeras dos smartphones estão realmente cada vez mais completas e até se aproximam em qualidade das câmeras profissionais. Talvez a última evolução tenha sido o tamanho dos sensores, que aumentam a sensibilidade e diminuem o ruído para garantir maior fidelidade mesmo em situações de baixa luz.
"Todos eles têm muitos recursos e a qualidade da imagem com a tecnologia digital é incomparável. Todos têm qualidade e resoluções muito boas, pouco ruído. Dá para fotografar em situações de pouca luminosidade. Esse é o maior problema da fotografia, trabalhar com uma câmera automática, amadora, mas que precisa ter qualidade. O consumidor acaba exigindo essa qualidade", finaliza.
"Todos eles têm muitos recursos e a qualidade da imagem com a tecnologia digital é incomparável. Todos têm qualidade e resoluções muito boas, pouco ruído. Dá para fotografar em situações de pouca luminosidade. Esse é o maior problema da fotografia, trabalhar com uma câmera automática, amadora, mas que precisa ter qualidade. O consumidor acaba exigindo essa qualidade", finaliza.
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