Quando a gente envia um e-mail para alguém, o mínimo que se espera é que apenas o destinatário tenha acesso àquela mensagem. Mas isso nem sempre é o que acontece.
Não é segredo que grandes empresas que oferecem serviço de webmail, como o Google, por exemplo, têm acesso às mensagens para depois oferecer publicidade dirigida para cada usuário. Aliás, essa é uma grande fonte de renda dessas empresas. Mas, agora, o próprio Google anunciou que está trabalhando em uma forma de facilitar a utilização do protocolo de segurança para encriptação de e-mails do Gmail.
A criptografia é a técnica em que a informação transmitida pode ser transformada da sua forma original para outra impossível de ser identificada. A intenção é que apenas o destinatário certo e com a chave específica possa ter acesso àquela informação. Encriptar e-mails significaria maior segurança dos dados e mensagens que não poderiam ser lidas por ninguém, exceto o destinatário através de uma chave específica ou um certificado digital. "É importante que o usuário conheça a tecnologia e saiba como guardar a informação para que ela não caia nas mãos de terceiros", explica José Matias Neto, diretor de suporte técnico da McAfee.
Além do uso dos e-mails de usuários para fins de marketing, há a preocupação com espionagem e, ainda mais, com o crime digital – sem dúvida, a preocupação com a segurança na internet aumenta a cada dia. Mas a encriptação de e-mails não é novidade. "Talvez seja algo novo nos serviços de webmail na nuvem, mas o processo não é novo nos e-mails corporativos", revela o diretor.
E no caso dos webmails, como o Gmail, o uso da criptografia é totalmente possível – assim como qualquer outro serviço como Yahoo ou Outlook, por exemplo. "Numa base grande de e-mails é claro que o esforço computacional para encriptar e desencriptar os dados será maior do que é atualmente. Há também um empenho grande na educação dos usuários", comenta.
A educação do usuário quanto à tecnologia é muito importante. Afinal a localização das chaves de segurança também é uma preocupação. Se a encriptação do Gmail mantiver as chaves com o Google, a empresa poderia ser obrigada a abrir as informações quando pressionada por autoridades. Agora se a encriptação for disponibilizada ao usuário comum e ficar no computador do cliente, ele perderia a possibilidade de recuperar uma senha, caso a perdesse. Assim, seria necessário encontrar uma forma de que essa chave fosse guardada com muita segurança para que a encriptação tivesse realmente o efeito de ajudar a preservar a privacidade
Nenhum comentário:
Postar um comentário